segunda-feira, 14 de abril de 2008


Tenho percebido ultimamente que as relações humanas estão sendo baseadas na carne, os sentimentos estão se esvaindo pelas mãos, saindo pelo suor e descendo pelo ralo. Onde ficamos nesse quadro? O que faremos? Melhor apertarmos mais as mãos, darmos um sentido ao suor ou pelo menos esperarmos ele secar em ambos os corpos sem perder o contato. Se quisermos nos embebedar de prazer que seja no mínimo de paixão, mas sempre evitando a confusão das carências. Histórias, afetos e amores estão sendo perdidos constantemente nessa correria, um toque, um fio, uma tela estão substituindo os olhares, os batimentos e os tremores. Que vida é essa sendo cultivada? Prazer só se sente em segundos não chegando a minutos, sendo tão rápido quanto o abotoar e desabotoar de um botão. Mudar o foco talvez seja uma saída. Treinemos de forma incessante para assim nos dar a chance de sentir ou ressentir o que perdemos.

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