quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Passou.


Coberto pelo manto de falsas irmãs,

não se viam as lagrimas que ali escorriam,

cercado pelas paredes vazias,

não se escutavam os sons cortantes das palavras,

tolido pelos que se diziam brandos,

palpados pelos que se diziam anjos,

calavam os sons do menino,

ensinavam o falso sorriso e varria o ar pueril,

tempo que não existiu,

tempo que nao volta.

Que bom, acabou.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Viva o novo, Viva o velho, Viva a Vida!

Viva o novo, Viva o velho, Viva a Vida!!!
O novo está chegando, trazendo novas expectativas, medos e batalhas.
O velho está passando, deixando aprendizados, realizações e conquistas.
As expectativas são as melhores, pois nos faz forçar o arrancar do etéreo dos sonhos e trazer para a realidade.
Os medos serão os mais prazerosos, nos darão força e alimentarão nosso espírito para realização de novas conquistas.
As batalhas serão constantes e indispensáveis, pois só com elas daremos o real valor as nossas conquistas, valores esses inestimáveis.
Viva o novo, Viva o velho, Viva a Vida !!!!!!!!!

Perguntas.


Como se faz?
Para engolir espinhos sem ferir?

Para estar ao lado quando não quer?

Para olhar colorido o que não é?

Para entrelaçar-se ao que não quer?

Para tirar o fulvo do sorriso?

Como se faz?

Será que sabemos como mascarar tudo isso?

Será que agüentamos essa hipocrisia perene?

Será que tapinhas nas costas seriam suaves para mascarar o óbvio?

Será que a dissimulação é necessária para conviver?

A convivencia apenas aumenta essas interrogações.

Uma solução para isso nos faz laboriosos.

Tentar responder? Por quê?

Não daremos o prazer de torná-las indubitáveis.

Depreender essas questões que nos fará indubitavelmente mais inteligentes.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fiquei


Corri para frente e andei para tras,

deixei um presente como capataz,

tirei uma foto sem ter nada mais,

corri para frente e andei para tras,

fiz uma salmoura de seu algodão

deixei minha marca, minha compleição,

corri para frente e andei para tras,

o que não queria deixei muito mais,

tentei e lutei, mas não fui fugaz,

corri para frente e lá eu fiquei,

do gosto de sal me empregnei,

seu rosto, seu corpo, meu rosto, meu corpo.

sábado, 4 de julho de 2009

?


Aqui estamos, com nossos pretextos, diante de uma grande missão.
Inicio de uma nova batalha, a procura de nosso caminho.
Não viemos aqui a toa e se ainda não achamos o guia de nossos intuitos,
tornemos nossos pretextos nossa missão.
Cuidado com a hipnose do cotidiano,
torna tudo mais dificil,
pois somada à condescendência do pecado humano,
enfraquece os passos de nossa procura.
Como evitar isso?
Não dá, somos imperfeitos, impuros nos pensamentos e impávidos nas ações.
Não nos culpemos.
Como fazer?
Respondam com outra pergunta.
"O que devo fazer?"

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Eu


Somos criações de nós mesmo,

temos que viver o que nos é dado,

dado por nós,

somos frutos de nossas sementes,

somos a água que nos rega,

somos a mãe e o pai,

seremos os filhos e os netos,

viver nossa vida não é demais,

viver o outro, sim, é demais,

viver o vivo vívidamente,

alimentemos nosso ego,

somente eu o alimento, mais ninguém,

eu mesmo me crio,

eu mesmo que surjo,

Eu.

sábado, 18 de abril de 2009

Sr. Dúbio

Um dia percebi,
num rosto tenro e conhecido,
a presença de um "Dois”,
não sabia mais quem era,
não sabia mais do tenro.
Infeliz sempre foi?
Não sei e nunca saberei.
Afagos verdadeiros existiram?
Quero acreditar que sim.
Tentarei não perder a ilusão de acalantos,
que poucas vezes foram feitos, mas todos bem aceitos.
Queria ter conhecido o "Dois",
mas acho que será difícil,
pois eu mal conheço o "Um".

Quero abrir

Não existia porta.
Sempre foi assim lá em casa.
Palavras passavam sem obstáculos.
Tudo era verídico.
Agora ela se fechou,
e de vidro se tornou,
consigo ver, mas não sentir.
Devo quebrá-la?
Não, pois os cacos irão ferir.
Devo abri-la?
Talvez, mas ela sempre se fecha.
Devo arrancá-la?
Sim, mas não me deixam.
Então destrancada ficará.
Assim pode-se abrir, entrar e pedir.
Pedir o que?
Que se torne “lá em casa”.

MEDO

Medo
Porque você existe?
Fale-me, quero te entender.
Mostre sua cartilha
Desate essa maranha
Seja linear
Só assim acharei suas pontas,
Mas espere,
Uma cartilha se aprende
Uma maranha se desata
Suas pontas acharei.
Agora pode vir,
Preparado estou,
Não para você,
Mas para tudo.
Medo, exista, és necessário.
Obrigado.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Te peço.


Tem muita vida em jogo,
Vai atear o fogo,
Em meu peito, nossos sonhos,
Tem um porém que não entendo,
Não complique, me explique
Não teremos tempo,
Então, por isso, não desperdice
A pequena chance de retomar o nosso jogo
Que começamos e nem bem tentamos,
Não me abandone,
Não reclame que tentei, me dediquei
A ter um sim e não se não, porém ou talvez.
Vai, vai ficar sem tempo,
Vem, vem pro meu contemplo,
Vem, vem que ainda há tempo,
Não me faça a meus joelhos machucar.
Isso cansa e faz dessa, a sua última chance,
De perder o que nunca mais terás, encontrarás e receberá.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

22:27


Aqui coberto estou,
apenas com o meu cheiro,
olhando para o branco do concreto,
sentindo a brisa vinda da janela,
o raio de lua, infelizmente, não me cega,
consigo ver que ao meu lado nada tem,
o edredom nao consegue aquecer,
apenas me ilude com seu calor,
pensamentos vagam pelo outro ou outros que poderia ter, mas não tenho
tenho cheiro de solidão,
cheiro que afasta e distancia o eu do tu,
perdi o toque do sentir,
procuro sentir o toque, mas apenas procuro,
sou a carência de um,
dois, três, quatro...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Muro


É dificil ver a solidez de um muro ser dada apenas pelos tijolos, tijolos esse bambos, apenas com aparência dura e forte, sem liga ou mesmo perdendo a liga. Um a um, dois a dois, três a três cairam e cairão pelo caminho, cansados de sustentar algo que não foi real, apenas pareceu, como o próprio, o sólido mais líquido e o verdadeiro mais falso. É dificl sustentar essa solidez, tanto é que a liga se foi, se perdeu, se esvaiu com o tempo, gastou com o vento, às vezes um ou outro remendos ajudaram, mas só para mante-lo em pé. Acredita-se que esse muro não sabe mais o que faz ou o que é, apenas sabe que existe. Só espero que ele não se esqueça de olhar para o lado e ver que tem muito mais a ser construido, é só pegar o material e tornar a solidez verdadeira, pois, muitas vezes um muro é um pilar para outro ou outros.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Palavras somadas


Recíproco, sempre teclamos nessa palavra ou pelo menos no seu significado. Mentimos ao falar que não esperamos nada alheio, não há como deixar de ser humano. Na ação, como já dizia Issac Newton, se tem uma reação, mas nós pedimos sem esperar que aconteça, não importa qual, com tanto que seja visivel, independente de sua aceitação. Acredito que a perfeição dessa palavra, recíproco, será alcançada quando outra não menos importante for somada, a segurança. Não ver a reciprocidade apenas aumenta a insegurança e com isso imagens passadas se tornam presentes, buscamos sem querer uma inevitável e infeliz comparação, essa sim é catastrófica para qualquer tipo ação, ela rebaixa todos aqueles que a sofre. Sempre é bom lembrar da individualidade, mais uma palavra a ser somada a tantas outras. Ela mascara e confunde todas as outras citadas, "um" não quer dizer "um" quando se é interpretado por inumeras cabeças, ou seja, uma ação nem sempre requer reação tão pouco uma comparação. Uma ação requer interpretação, apredizado, ler nas entrelinhas, pois são nelas que encontramos a reação e que muitas das vezes vem somada a segurança. e acreditem, não precisa perguntar.

terça-feira, 29 de julho de 2008

ZZZZZZ


Dói, arde e torpece

Transforma, revigora e levanta

Depois dele somos outros

Sem ele não conseguimos ser

O excesso nos cansa

A escassez exaure
Quando se perde não recupera,

O recuperar será sempre um novo

Um peso de tonelada ele causa

A força de carrega-la ele dá

Oito horas são necessárias,
para dele desfrutar.

Boa noite!

Um sono vou tirar.

domingo, 29 de junho de 2008

Espera


A espera acompanha a angústia.
Quando estamos empenhados ou mesmo confiantes, não sei se a torna melhor ou pior, só sei que ela tem o dom, a capacidade, de transformar um segundo em uma hora, um batimento em cem, calor em frio e um dia em uma semana.
Não gosto de multiplicar expectativas, elas podem se transformar em sonhos, que mesmo necessários, são menos palpáveis que qualquer ato ou resultado concreto. Resultado esse decisivo, suado e reconhecido ou pelo menos espera-se.
Acordar sem querer levantar, cozinhar sem querer comer, andar sem querer caminhar, não são horizontes a se seguir, mas que começam a surgir.
Anseio pela volta do segundo, do batimento, do calor e do dia, que dependerá apenas da resposta, decisiva nos dois sentidos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

12/06


Dias dos amantes, dia quente e ardente, dia frio aquecido,

dia que impera sentimentos de carências,

amores novos, confusos, tardios, criados no imediato,

todos são sentidos, provados, palpados.

Beijos ardentes, rubros corpos suados,

pecados perdoados, prazeres exaltados, fetiches são criados.

Dia de se entregar, ao momento, a carne, sem culpa, com maldade,

maldade boa, olhar de sosleio, sorriso de canto,

usar transparências, ser transparente.

Dia em que todos se entregam, casados, solteiros, amantes e amores.

O colorido invade, perfumes aguçam, toques excitam, a seda seduz.

Não espere o cair do sol e o subir da lua.

caia sobre o sol e deite-se na lua.

Dia do não querer sentir, e sim do sentir sem querer.

Dia em que 1+1=1.



terça-feira, 3 de junho de 2008

Sentimento que impera, mas não revigora


Sentimento que impera mas não revigora
o rubor na face deles que não se enxerga
uma vida que termina mas não se inicia
comandados na planície onde não tem clima
uma morte, duas mortes, mas que não tem pena,
uma vida, duas vidas, que não são plenas.
Cai a noite ou cai o toque, não sei o que.
Surgem batmans atados nas minhas ruas,
nossos becos dominados pela luxúria
e banhados pelos trapos de nossos filhos,
são os filhos do presente que são futuros.
Onde dará esse futuro que não se quer?
Quando entra-se num túnel não sei se saio
Somos farmácias ambulantes para aguentar
Essas figuras constantes em nosso ar.
O ar mais seco do que quente que faz sangrar
Somos cercados de animais irracionais,
Répteis, anfibios, leões e lulas tão indigestas.
Já enjoei de comer tanto o mesmo prato,
minha fome zero continua mas, negativa.
Será que adoto a anarquia? Sem coerção é solução?
Não sei ao certo se é certo essa solução
Sentimento que impera mas não revigora
é o ressentimento social, ressentimento social, ressentimento social, ressentimento social...

sábado, 31 de maio de 2008

Insistir ou Desistir?


Insistimos, somos incessantes em nossos atos, queremos o melhor, nos esforçamos, mas de que adianta se não há reciprocidade. Precisamos de um feed back, isso nos mostra interesse, a ajuda tem que ser mútua, não existe condescendência, ou melhor, não sou condescendente à alienação e nem ao desiteresse. Não ver dedicação ata minhas mão, meus pés e minha mente, infelizmente nada mais pode-se fazer, a não ser esperar e ver, apostar as ultimas notas.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Quem disse?


Quem disse que não precisas?

Quem disse que não preciso?

Seu colo virou abraço,

Meu abraço virou um colo,

Porque recusar o "preciso"?

Você precisa tanto quanto eu,

do colo e do abraço.

Meu heroi, não se preocupe, sempre serás.

Meu incondicional é seu,

tanto quanto o seu é meu.

Se sente só mas não está,

Se isolou não sei porque.

Pode voltar, retorne, relembre

Meu colo e meus abraços estão aqui

Tão quente como o seu.

Quem disse que não precisas?

Quem disse que não preciso?

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Me renderei.


Sou eu, não eu,

Sou eu , não eu,

Sou eu que peço a vida toda pra poder nem me lembrar,

sou eu que peço em meus caminhos pra que eu possa assim ficar,

sou eu que quero a minha vida sem ninguém para sofrer,

sou eu, não eu,

sou eu, não eu,

sou eu que corro das minhas brigas sem querer sempre ganhar,

sou eu que corro atrás das minhas amarguras de viver,

sou eu que enxugo as minhas lágrimas sozinhas de não ter,

sou eu, não eu,

sou eu, não eu,

sou eu que luto contra minha solitude de não te ter,

sou eu que perco toda vez que não consigo te esquecer,

sou eu que fujo da minha vida sem sentido sem você,

sou eu, sou eu,

sou eu, sou eu,

me entregarei , me renderei, me amarei ao te amar.

Sou eu e você,

sou eu e você.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Fúria

Corrói e destrói,
nos dilui na acidez,
dá ansia e gosto de amargo,
dá vida ao não,
digere nosso íntimo,
cava a infelicidade,
lateja o pulso indesejado,
dá sons a ilusões mal ditas
nos tira do limbo descendo degraus,
guiado pelo turvo de nossas visões.
Pecado que mata, matou e matará.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Olhos


Vejo as mãos dadas com suas rugas e manchas
Vejo a criança correndo em volta de seus pilares
Vejo a semente brotando na carne viva
Vejo as mãos lisas e perfeitas entrelaçadas de paixão
Vejo o caminho que elas criarão
Apenas vejo, não sinto
Apenas quero, mas não tenho
Vejo tudo passar ao meu lado e ficar para trás,
Vejo o caminho que irei seguir,
Lisas mãos entrelaçadas de paixão tornando-se pilares,
Isso, eu ainda serei.

Uma vida se formou no meio de tantas outras sem pedir para nascer, ser e sentir. Quando nasci vivi o mais amável dos olhares, o mais suave dos toques, o mais acalanto dos sons. Quando surgiu o ser, me armei dos aprendizados, me abasteci dos sábios conselhos, deixei de lado um ou dois brinquedos, saí do muro de ilusões, criei um lado só. Quando senti, lembrei de meu passado, dos olhos, dos toques e dos sábios conselhos. Hoje estou aqui, tentando, lutando, montando uma vida, vivendo, sendo e sentindo, só que dessa vez tudo ao mesmo tempo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Pecado


Fomos criados da migalha e para ela estamos voltando, criamos a cura e é dela que precisamos, vivemos uma vida e é ela que estamos perdendo. Olhemos a nossa volta, o que vemos? Queria ver as cores do futuro, o azul, o verde e o amarelo estão se trasformando nos neutros, a brisa hoje é a fumaça, o gosto virou amargo, a terra não gera, apenas recebe as migalhas que ao pó retorna. Acabar com o inacabado estamos fazendo e infelizmente conseguindo, pensem no que estamos perdendo na chance que nos foi dada. Não voltaremos mais e não estamos voltando para melhorar, então aproveitem o que nos resta para retomar o colorido.

domingo, 4 de maio de 2008

Vocês


Quando menos se espera surgem propósitos e pessoas que nos fazem sentir mais,

mais vivo, mais importante, mais feliz, mais recíproco,

essas pessoas são cativadas e cultivadas pele pureza da humildade e a ausência de extravagancias socias e materias,

são belas em todos os sentidos, não existe para elas sentimentos subjetivos , tudo se torna concreto,

nos sentimos nos braços da inocência e respiramos sua pureza na tentativa te nos contagiar,

São essas pessoas que nos dão poucos, porém belos, marcantes e empolgantes momentos, nos fazem sentir mais importantes do que meros mortais.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Bãobalalão


Na casa rosa de grama verde,

passo a passo um pé de cada vez

caminho na direção,

do olhar sem palavras,

do som das batidas,

me conforto com seu abraço,

seu queixo na minha cabeça,

canta uma canção,

bãobalalão,

de um lado para outro ninado,

nunca deixará de ser lembrado,

agora eu canto para você.

Pai, bãobalalão.


segunda-feira, 14 de abril de 2008


Tenho percebido ultimamente que as relações humanas estão sendo baseadas na carne, os sentimentos estão se esvaindo pelas mãos, saindo pelo suor e descendo pelo ralo. Onde ficamos nesse quadro? O que faremos? Melhor apertarmos mais as mãos, darmos um sentido ao suor ou pelo menos esperarmos ele secar em ambos os corpos sem perder o contato. Se quisermos nos embebedar de prazer que seja no mínimo de paixão, mas sempre evitando a confusão das carências. Histórias, afetos e amores estão sendo perdidos constantemente nessa correria, um toque, um fio, uma tela estão substituindo os olhares, os batimentos e os tremores. Que vida é essa sendo cultivada? Prazer só se sente em segundos não chegando a minutos, sendo tão rápido quanto o abotoar e desabotoar de um botão. Mudar o foco talvez seja uma saída. Treinemos de forma incessante para assim nos dar a chance de sentir ou ressentir o que perdemos.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Alice




Quando se fala, indaga, responde ou duvida, somos muitas vezes avaliados, tediosamente ou didaticamente. Pessoas confusas empregam essa didática fora do meio. Perguntas, conversas, respostas, são avaliadas ou interpretadas como insípidas, como vejo isso? Cansaço, mudanças repentinas, debates sem propósitos e assuntos não pensantes. Vazio e estático retomo a sensação de insípido. Para os outros ou para mim? Não tenho me sentido vermelho, sinto-me marrom, ou melhor, cinza. Os meus 28 pesam como 40, prognósticos não são ou não conseguem ser criados, esperar acontecer não é correto nem tão pouco saudável. Ao redor soluções facilmente são dadas. Interpretadas? Talvez. Concretizadas? Complicado. Sob a epiderme só um pode sentir, só um pode resolver, só um pode interpretar. Quantas Alices matei e ainda matarei para me concretizar? De quantos sonhos acordei e ainda acordarei? Após cinco anos de leituras e avaliações, cria-se um ideal, faz-se um horizonte e nele nos guiamos, tropeçamos e sangramos, mas é nele que quero me achar, me guiar e me salgar.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Perspectivas



Sempre que nos introduzimos num meio social, qualquer que seja, são criadas expectativas baseadas em cobranças feitas pelo próprio. Traçamos nossas metas e caminhos projetados no futuro, projeção essa muita das vezes ilusória, um tanto que etérea, onde alguma das vezes nos passam a perna. Constantemente nos enganamos nas diversas opções por nós escolhidas, mas no meio de tantas sempre se encontra uma, a mais difícil, a mais longa, muitas vezes a mais cara, mas é a que nos completa. Essa é a tal que temos que seguir e projetar nossas perspectivas e planos e assim consequentes realizações.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Amor


Tiremos o quase físico,
pois o pulsar acelerado,
o suor inesperado,
o bambear dos membros,
o medo de sentir,
são manifestações puramente da carne, do físico e do ser.
Senti-lo é importatnte
mesmo sem receber nos prestigia,
é necessário, se não constante,
é a cólera do nosso ser,
que embreaga de não beber,
é o alimento do meu querer,
só de sentir recíproco o torna.
amor, amor, amor,
queime com ardor,
invada com furor,
se torne redentor.

Nino



Nino, menino, pequeno. Menino mais lindo do mundo.

Sem avaliar


Não quero acreditar que a liquidez da relação humana, dos sentimentos, dos apreços é tão rara ou ineficaz, que torna qualquer demonstração publica ou não um produto rotulado.
Não quero acreditar que a esteriotipia social é tão grande que impede a avaliação da fraternidade do sentimento entre homens e mulheres.
Demonstrações de opostos não significa que devem encaixar no vão da carência amorosa, demostrações de opostos, podem significar amizade, sentimento que ainda acredito.
Por favor não avaliemos situações não presenciadas e conversas não escutadas, principalmente quando há um conhecimeto pessoal, isso nos torna parte do esteriotipo que tanto tentamos fugir.
Caso não haja a capacidade da compreensão de tal situação, procure refletir e não avaliar.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Egoísmo


Outro dia assisti a um programa onde um dos personagens indagava: “Será que estou sendo egoísta fazendo pedido para mim ao rezar?” Retorno essa pergunta a vocês. Será que somos egoístas em fazer pedidos pessoais? Acredito que não, somos seres humanos, temos nossas angústias, tudo bem que se olharmos ao redor veremos situações piores, mas temos que ter consciência que nossa realidade não é a mesma dos outros, nossos medos e necessidades são diferentes. Pensar ao pedir em benefício próprio não é pecado, muito menos errado. Ser um pouco egoísta nos torna humanos, seres imperfeitos, é só sabermos medir o quanto egoísta podemos ser, dosagem é essencial, pensar nos torna racional.

Muitas vezes nos confundimos, com a cor da camisa que iremos usar, com a perfume que iremos colocar, com a comida que iremos fazer, muitas vezes pensamos que estamos fazendo o certo ou que queremos fazer o certo, mas esquecemos que muitas vezes o certo dos outros não é o nosso certo. Não podemos deixar que nos privem de nossas vidas, nossos amores, nossa liberdade apenas para conforta-los da mesmice que os alimenta. Nossos sentimentos são raros, únicos e muitas vezes frágeis, o que nos faz acreditar que queremos algo que não somos. Força, é só o que peço, ajuda é o que dou, palavras são as que escrevo. Não viva a vida que querem para você e sim a vida que queres.

Vazio

Vida vazia. Acordo sem pretexto, levanto sem motivo, sorrio na esperança de que pequenas coisas me façam sorrir, vivo por viver. Procuro um motivo, uma causa, um objetivo, uma vida. Onde estará? Tenho me sentido confuso, com tudo e com todos, tenho estado amargo, comigo e com o que me cerca, tenho colhido migalhas, de carne, de suor, de prazer, na esperança de me inflar para flutuar nesse mundo de Alices. Quero uma vida, cheia e plena, com um horizonte a seguir, criar uma fonte, e assim um córrego, passando pelos rios que receberão suas águas desaguando no mar, mar de realizações, mar de luz, mar paz, mar de alegrias não pequenas. Lutar, luta, lut, lu, l ou L, Lu, Lut, Luta, Lutar? Consigo?